quinta-feira, 14 de agosto de 2014

VOE

O medo e a inveja impedem,
Que você seja o mundo, vontades,
Impostores, instáveis, que querem,
Limitar o seu voo, incapazes!

Seja o mundo que carregas consigo,
Afronte os desagradados, multiplique-se!
Ria sempre, seja seu próprio amigo,
E em sua liberdade, outros inspiram-se!

No espelho um homem te olha,
Ele é forte, mas o medo lhe impede,
No espelho este homem implora,
Que não sejas reflexo, impere!

Gladiadores que são sua vontade,
Supersticiosos, seu medo, seu fado!
Os escudos, aliados, avante!
Gloriosos, seus feitos, honrado!

As pessoas são más, mas glorificam,
São tão ásperas, mas você às inspira,
As pessoas não mais amedrontam,
São as glórias que tens garantidas!

AUTOR: Alexandre Alves Porfirio Vieira - 14/08/2014

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

MINHA ARQUITETURA

Meu café, minhas reflexões,
São tanto quanto indagações,
São as mais belas sensações,
O desabrochar das inspirações...

Escrever me faz encontrar o meu ser,
Um mundo onde eu sou o arquiteto,
Um engenho tão complexo de fazer,
O sabor de palavras cheirosas eu meço...

Tantas rosas eu já narrei,
Tantos amores já inventei,
Contudo o mais puro há de nascer,
A vida mas bela irá florescer...

Alexandre Alves Porfirio Vieira - 08-08-2014

terça-feira, 5 de agosto de 2014

FELICIDADE

O que é felicidade?
Acho que é fraternidade...
Um amigo de verdade?
O que é fraternidade?
É ter ouros, ter vontade?
É ter honra, ter bondade?
Acho que é prosperidade...
O que é prosperidade?
É ter vícios? Honestidade?
Acho que é curiosidade...
É riqueza, sem maldade?
É leveza? Sanidade?
O que é ter sanidade?
Acho que é cumplicidade...
Ter sucesso? Divindade?
Mas ter tudo traz maldade?
Mas maldade faz o mundo?
Mas o mundo tem vontade?
De ser rico, ter vantagens?
Eu só sei é ter coragem...
Levantar-me todo dia...
Lamentar atrocidades,
Os injustos, castidade...
Tanta duvida que tinha,
A certeza e novidade!
Que de dúvidas, realidade,
Que toda essa ambiguidade,
É que faço a felicidade,
Respirando vida e arte.

AUTOR: Alexandre Alves Porfirio Vieira - 05/08/2014

ACALANTO

Dorme meu filho,
O dia lhe quer bem,
Talvez seja alguém,
Dorme querido,
Que a dor do mundo,
Não lhe fará bem.

Querem-te calar,
Mas você não cala,
Querem-te abafar,
Mas você exala!
Querem-te meu filho,
Tu és meu amado.

Não ligue para os cruéis,
Você é forte, meu querido,
Não ligue para os infiéis,
Você é leal, meu benzinho,
Sou feliz por tê-lo em meus braços,
Sou tua mãe, meu bebê encantado...

Jamais lhe deixarei perdido,
Em meus braços sempre há conforto,
Jamais lhe deixarei, pequenino,
Em meu abraço terás o consolo,
Dorme e esquece a crueldade do mundo, quero ver-te contente,
Dorme meu anjo, que estarei ao seu lado eternamente.

AUTOR: Alexandre Alves Porfirio Vieira 05/08/2014

ALFORRIADO

Estamos livres, finalmente!
Estamos livres e contentes?
Estamos livres, livremente...
Estamos livres, de repente?

Somos vândalos, motivo de piedade!
Somos vândalos, motivo de maldade!
Somos vândalos, da própria liberdade?
Somos vândalos, à mercê da sociedade!

A falsa piedade, só queremos prosperidade,
A falsa piedade, só queremos sinceridade,
A falsa piedade, só queremos fraternidade.
A falsa piedade, só queríamos igualdade!

Liberté, Egalité, Fraternité, este lema não é para você,
Liberté, Egalité, Fraternité, jamais você o irá compreender,
Liberté, Egalité, Fraternité, lema de vida, não podes ter...
Liberté, Egalité, Fraternité, das resistências, jamais deve esquecer!

Alexandre Alves Porfirio Vieira - 05/08/2014

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

VIDA

Tão curta, tão sábia,
Ensinando obstáculos,
Negamos, medrosos...
A verdade é ingrata.

Os antepassados sofreram,
Mas é bom sofrer,
Os antepassados aprenderam,
Porque não haverias de aprender?

O mundo é cruel e óbvio,
A seleção natural é óbvia,
O mundo de viver, lógico?
A extinção de valores, lógica!

Estar cansado de cinismo,
É estar cansado de si próprio,
Estar cansado é finito,
Saber que sofres, provisório!

Acalanto, desalento, descanso...
Até quando punir-se com este pranto?
Acorda, revigora, volta logo para o mundo...
Pois eles lhe querem num poço profundo!

AUTOR: Alexandre Alves Porfirio Vieira 04/08/2014

domingo, 27 de julho de 2014

MALUCO PARADOXO

Sonhar é encontrar-se com a loucura,
Loucura de uma mente brilhante,
Sonhar é a loucura de encontrar-se,
Loucura de brilhante, uma mente.

Jamais deixe os sonhos morrerem,
Acontecem só os persistentes,
Jamais morrerem, os sonhos deixe,
Os persistentes, só acontecem.

Sonhar é desligar-se do tormento,
Sonhar é do tormento desligar-se,
Sonhar é desatinar-se, encantamento,
Sonhar é encantamento, desatinar-se

Autor: Alexandre Alves Porfirio Vieira – 27/07/2014

VAIDADE

Tão delicada e encantadora,
Pele macia, uma rosa em pessoa,
A comédia alheia fascinava-lhe,
E a moça mais linda; consideravam-lhe.

O acalanto do mundo era sua vaidade,
Era moça nova, amiga da gravidade,
Os Homens ela descartava, maléfica arte,
Por ela sofriam, objetos, descarte.

Na flor da idade tudo é favorável,
Um riso tão liso, semblante agradável,
Os homens lutavam por sua ternura,
Tal como uma rosa, efêmera, murcha...

Na mocidade à sua arte, homens jogavam-se,
Dos puros, ria-se; aos espertos entregava-se,
Inversão de valores tão natural,
Seu mundo era triste, uma farsa banal.

O peso da idade, arrependimentos,
As oportunidades, jogadas ao vento...
Não tem nem herdeiros para aconselhar,
Que a vaidade no sepulcro há de morar.

Autor: Alexandre Alves Porfirio Vieira - 27/07/2014

AMÉLIA

Olhos leves, cor de mel,
Lábios tão lindos, tais como o céu,
Quero abraçar-te com carinho e torpor,
Sentir teu beijo com ternura e fervor.

Minh'alma clama por sua paixão,
Minh'alma punge repleta emoção,
Sem teu carinho e gestos eu desatino,
Sem teu beijo eu peco em constante delírio.

A madrugada sozinho,
Te busco em lirismo,
Aflito, não te encontro!
Em angústia eu componho.

Porque teu amor não me findou?
E eu tão perdido buscando-lhe estou!
A ingratidão é meu maior tormento,
Herança dos nobres, ou do desalento?

ALEXANDRE ALVES PORFIRIO VIEIRA - 06/07/2014 - às 01h53min

IMITADOR

Oculto, incapacidade,
Segue aleatoriamente,
Imita, tem identidade?
Fere inconscientemente.

Quantas faces deve ter?
Infindáveis, pode ser?
Qual a máscara, padecer?
Sua face é de sofrer...

Você é falso, ou é sínico?
É seu empírico, ou lirismo,
Sente-se pródigo, narcisismo?
Pseudo-correto, ceticismo?

Nessa vida, padecer,
Humildade de viver,
Transparência, há de ter?
Jogue a máscara, cadê você?


 AUTOR: Alexandre Alves Porfirio Vieira - 02/07/2014

PSEUDÓPODES

O calar da noite,
O arrastar dos sapatos,
Nada está do meu lado...
Será que o chão me quer?
Não consigo caminhar,
Faltam-me pés!
As pessoas em torno,
Andam não sei como...
O mundo está cego?
Ou meus olhos manipulados?
Nada de romantismo,
Impressão dos estúpidos,
Não sofro, apenas observo,
Observação ácida e fria..
Mas nada há de abalar,
Continuarei a caminhar...
Talvez não sei para onde,
Mas o que acertarei,
É que na contradição,
Jamais me perderei.


AUTOR: ALEXANDRE ALVES PORFIRIO VIEIRA - 23/06/2014

domingo, 22 de junho de 2014

EFEMERIDADE

Os dias passam,
Os risos passam,
O sofrimento passa,
O desalento passa,
Passam as oportunidades,
Passam sem percebermos,
Nada de lamento,
Nada de tormento,
Nada de disfarce,
Nada de nada!
Os anos voam,
Os espertos voam,
Não voam os dispersos,
Não voam os honestos,
E tudo acaba,
E tudo mofa,
E tudo para!
E tudo da vida?
E tudo da vaidade?
E tudo da futilidade?
O sepulcro leva...

Autor: ALEXANDRE ALVES PORFIRIO VIEIRA 22/06/2014

sexta-feira, 20 de junho de 2014

DESATINADO?

Tento revoltar-me,
Desenvolver sentimentos ruins,
Tento evitar-me,
Mas me encontro sempre assim.

A vida é uma delicada rosa,
Ora é aurora, ora é efêmera,
A vida é uma desgraçada prosa,
Ora longa, ora horrenda.

Tenho horror de escrever com torpor,
Torpor esse que descreve o pavor,
Tenho horror de sentir e compor,
Torpor tenho, não quero amor.

A escuridão é o tenebroso perigo,
A escuridão é o horroroso espírito,
Tanto horror mudou com a esperança,
O sorriso inocente de uma criança...

Autor: ALEXANDRE ALVES PORFIRIO VIEIRA 20/06/2014

domingo, 8 de junho de 2014

ALMA ESTÚPIDA

O crítico alegórico,
É estúpido e falso,
Gosta de ser tão simbólico,
Mas é fruto do escárnio.

Não sou o ser mais ácido,
Nem tão crítico, apenas lúcido,
Não sou o ser mais áspero,
Nem inimigo, tampouco estúpido.

Do repúdio, tenho um brasão,
Do infortúnio, tenho alegria,
Da alegria, tenho a razão,
Da razão, tenho a empatia.

(Alexandre Alves Porfirio Vieira - 08/0/2014)

sexta-feira, 30 de maio de 2014

POEMA DE ESPERANÇA

Não quero escrever,
Escrever poemas tolos,
Não quero perder,
Escrever é meu consolo.

A vida do poeta é triste,
Mas porque o amor acabou,
A vida do poeta existe!
Mas porque o amor o consolou.

O amor pela vida,
Consolou-me a seguir,
O amor que me guia,
Consolou-me a persistir.

Nunca deixe de sonhar,
Perder os sonhos é sofrer,
Nunca deixe de lutar,
Perder os sonhos é morrer.

Alexandre Alves Porfirio Vieira 30/05/2014

segunda-feira, 19 de maio de 2014

AMOR IMENSURÁVEL

Amo a literatura,
Arte de liberdade,
Uma eterna aventura,
Minha felicidade,
Imensurável ternura,
Ampara minha saudade,
É a mais bela loucura,
Destrói a fugacidade.

Eu não me vejo sem ler,
Tampouco sem interpretar,
Sem ler me vejo sofrer,
Por não poder me expressar,
Deixo essa arte viver,
Não paro de cultivar,
Não quero amanhecer,
Se o meu texto calar.

Literatura é exprimir,
É divulgar meu calor,
Não penso em desistir,
Sem ela tenho pavor,
Literatura é sentir,
É libertar seu rigor,
Meu sonho quero expandir,
Literatura é amor.

Alexandre Alves Porfirio Vieira - 19/05/2014

VOCÊ EXISTE?

Sinto saudades do que nunca aconteceu,
Vejo imagens tão lindas do beijo seu,
Suavidade e pureza, formam sua beleza,
Imaginá-la é tão belo, mas sem nenhuma clareza.

Que suspiro caloroso sente um poeta puro,
Um sentimento sincero, uma antítese ao mundo,
Mundo esse tão amargo, rápido, escuro, solitário,
Pudera eu ver sempre o dia, vida, pássaros, o claro.

Mas a esperança nunca há de morrer,
Sei que um dia essa rosa irá aparecer,
Os sonhos com esse carinho tentam se libertar,
Penso em você tão formosa, que nunca existirá?

Alexandre Alves Porfirio Vieira - 19/05/2014

sábado, 17 de maio de 2014

PARADOXO

Gosto do ácido por encher-me de doçura,
Gosto do escuro tão claro, sem amargura.
O amor é um condor, mas desperta-me horror.
O horror é o amor, pois desperta-me dor.

Apaixonar-se é tão belo, mas um belo efêmero,
Apaixonar-se é sincero, mas um sincero tormento,
O turbilhão de alucinações, tão convictas e lúcidas
O turbilhão de ilusões, tão reais, tão estúpidas.

Alexandre Alves Porfirio Vieira. 17/05/2014

O HOMEM ASNO

A vontade de mostrar-se,
Enfatiza dor e fugacidade,
Eufemismos, adjetivos,
Só escondem seu achismo.

Glorifica o seu grupo, pseudo-intelectual,
Pensa ser um homem cético, mas esconde o imoral.
Sócrates disse: "Só sei que nada sei".
Você em claros gestos, determina-se o rei.

Eu me vejo o ser mais burro,
Nunca penso em ser tão útil,
Reflexivo, não esdrúxulo,
Isolar-me é ter escudo.

Você é tão egocêntrico,
Imaterializado, alegórico,
É tão áspero e limitado,
Que no mundo é imitado.

Alexandre Alves Porfirio Vieira - 17/05/2014

sexta-feira, 16 de maio de 2014

PESSIMISMO ANTITÉTICO

Esse dilacerador poema descreve,
A injúria e o rancor de pesada caneta,
Esse tênue tema insere,
A acidez de palavras, a pobreza em letra.


Paralelismo é uma bobagem medieval,
Racionalismo é achar-se intelectual,
Romantismo é a inconstância, o irracional,
As escolas denotam o superficial.

Irracionalidade emocional gera um homem natural,
Desejo de supremacia, mesmo esta enrustida,
Repúdio vem do indivíduo, incompreendido,
Alienado de niilismo, mas por puro narcisismo.

Valorizar-se é buscar autodestruição,
Enfatizar-se é ocultar sua insatisfação.
O ódio é o mais próximo do amor,
Tal como o amor é sinônimo de dor.

Alexandre Alves Porfirio Vieira 15/05/2014