Sonhar é encontrar-se com a loucura,
Loucura de uma mente brilhante,
Sonhar é a loucura de encontrar-se,
Loucura de brilhante, uma mente.
Jamais deixe os sonhos morrerem,
Acontecem só os persistentes,
Jamais morrerem, os sonhos deixe,
Os persistentes, só acontecem.
Sonhar é desligar-se do tormento,
Sonhar é do tormento desligar-se,
Sonhar é desatinar-se, encantamento,
Sonhar é encantamento, desatinar-se
Autor: Alexandre Alves Porfirio Vieira – 27/07/2014
domingo, 27 de julho de 2014
VAIDADE
Tão delicada e encantadora,
Pele macia, uma rosa em pessoa,
A comédia alheia fascinava-lhe,
E a moça mais linda; consideravam-lhe.
O acalanto do mundo era sua vaidade,
Era moça nova, amiga da gravidade,
Os Homens ela descartava, maléfica arte,
Por ela sofriam, objetos, descarte.
Na flor da idade tudo é favorável,
Um riso tão liso, semblante agradável,
Os homens lutavam por sua ternura,
Tal como uma rosa, efêmera, murcha...
Na mocidade à sua arte, homens jogavam-se,
Dos puros, ria-se; aos espertos entregava-se,
Inversão de valores tão natural,
Seu mundo era triste, uma farsa banal.
O peso da idade, arrependimentos,
As oportunidades, jogadas ao vento...
Não tem nem herdeiros para aconselhar,
Que a vaidade no sepulcro há de morar.
Autor: Alexandre Alves Porfirio Vieira - 27/07/2014
Pele macia, uma rosa em pessoa,
A comédia alheia fascinava-lhe,
E a moça mais linda; consideravam-lhe.
O acalanto do mundo era sua vaidade,
Era moça nova, amiga da gravidade,
Os Homens ela descartava, maléfica arte,
Por ela sofriam, objetos, descarte.
Na flor da idade tudo é favorável,
Um riso tão liso, semblante agradável,
Os homens lutavam por sua ternura,
Tal como uma rosa, efêmera, murcha...
Na mocidade à sua arte, homens jogavam-se,
Dos puros, ria-se; aos espertos entregava-se,
Inversão de valores tão natural,
Seu mundo era triste, uma farsa banal.
O peso da idade, arrependimentos,
As oportunidades, jogadas ao vento...
Não tem nem herdeiros para aconselhar,
Que a vaidade no sepulcro há de morar.
Autor: Alexandre Alves Porfirio Vieira - 27/07/2014
AMÉLIA
Olhos leves, cor de mel,
Lábios tão lindos, tais como o céu,
Quero abraçar-te com carinho e torpor,
Sentir teu beijo com ternura e fervor.
Minh'alma clama por sua paixão,
Minh'alma punge repleta emoção,
Sem teu carinho e gestos eu desatino,
Sem teu beijo eu peco em constante delírio.
A madrugada sozinho,
Te busco em lirismo,
Aflito, não te encontro!
Em angústia eu componho.
Porque teu amor não me findou?
E eu tão perdido buscando-lhe estou!
A ingratidão é meu maior tormento,
Herança dos nobres, ou do desalento?
ALEXANDRE ALVES PORFIRIO VIEIRA - 06/07/2014 - às 01h53min
Lábios tão lindos, tais como o céu,
Quero abraçar-te com carinho e torpor,
Sentir teu beijo com ternura e fervor.
Minh'alma clama por sua paixão,
Minh'alma punge repleta emoção,
Sem teu carinho e gestos eu desatino,
Sem teu beijo eu peco em constante delírio.
A madrugada sozinho,
Te busco em lirismo,
Aflito, não te encontro!
Em angústia eu componho.
Porque teu amor não me findou?
E eu tão perdido buscando-lhe estou!
A ingratidão é meu maior tormento,
Herança dos nobres, ou do desalento?
ALEXANDRE ALVES PORFIRIO VIEIRA - 06/07/2014 - às 01h53min
IMITADOR
Oculto, incapacidade,
Segue aleatoriamente,
Imita, tem identidade?
Fere inconscientemente.
Quantas faces deve ter?
Infindáveis, pode ser?
Qual a máscara, padecer?
Sua face é de sofrer...
Você é falso, ou é sínico?
É seu empírico, ou lirismo,
Sente-se pródigo, narcisismo?
Pseudo-correto, ceticismo?
Nessa vida, padecer,
Humildade de viver,
Transparência, há de ter?
Jogue a máscara, cadê você?
AUTOR: Alexandre
Alves Porfirio Vieira - 02/07/2014
PSEUDÓPODES
O calar da noite,
O arrastar dos sapatos,
Nada está do meu lado...
Será que o chão me quer?
Não consigo caminhar,
Faltam-me pés!
As pessoas em torno,
Andam não sei como...
O mundo está cego?
Ou meus olhos manipulados?
Nada de romantismo,
Impressão dos estúpidos,
Não sofro, apenas observo,
Observação ácida e fria..
Mas nada há de abalar,
Continuarei a caminhar...
Talvez não sei para onde,
Mas o que acertarei,
É que na contradição,
Jamais me perderei.
AUTOR: ALEXANDRE ALVES PORFIRIO VIEIRA - 23/06/2014
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