domingo, 27 de julho de 2014

VAIDADE

Tão delicada e encantadora,
Pele macia, uma rosa em pessoa,
A comédia alheia fascinava-lhe,
E a moça mais linda; consideravam-lhe.

O acalanto do mundo era sua vaidade,
Era moça nova, amiga da gravidade,
Os Homens ela descartava, maléfica arte,
Por ela sofriam, objetos, descarte.

Na flor da idade tudo é favorável,
Um riso tão liso, semblante agradável,
Os homens lutavam por sua ternura,
Tal como uma rosa, efêmera, murcha...

Na mocidade à sua arte, homens jogavam-se,
Dos puros, ria-se; aos espertos entregava-se,
Inversão de valores tão natural,
Seu mundo era triste, uma farsa banal.

O peso da idade, arrependimentos,
As oportunidades, jogadas ao vento...
Não tem nem herdeiros para aconselhar,
Que a vaidade no sepulcro há de morar.

Autor: Alexandre Alves Porfirio Vieira - 27/07/2014

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