Conforme os anos vão passando,
novas tecnologias ganham espaço e tornam-se importantes para a comunicação,
inclusão e expressão. Muito é dito de forma parcialmente alienada que
finalmente chegou o progresso; - de fato chegou -, mas trouxe consigo regressos
por consequência.
Os livros aos poucos vão sendo
abandonados e parando em sebos, são jogados fora ou conservados por quem mantém
esse raro prazer em ler e entender o que é lido. O texto ganha novo formato,
pode ser lido em PDF, parar em um TABLET ou compartilhado por Bluetooth para um
celular que antigamente só tinha a finalidade de efetuar ligações e olhe lá!
Mas que progresso é esse?
Será que tal progresso apenas
pode ser visto de forma positiva ou deve ser analisado minuciosamente, pelo
fato de trazer consequências como a extinção do livro?
Os jovens argumentam de forma
oral e apenas registram suas opiniões com seu próprio vocabulário em redes
sociais, todavia, apenas vivenciam seu contexto próprio, definitivamente não
sentem curiosidade e tampouco aptidão de pesquisar a origem das próprias
tecnologias que facilitam suas próprias vidas. Vindo desta conduta, seria
improvável que tivessem entusiasmo em saber quem foi, por exemplo, "Manuel
Antônio de Almeida", "Machado de Assis" ou até mais
recentemente, "Chico Buarque de Hollanda", certamente por desprovido
interesse, não compreenderiam o vocabulário nem o sentido da obra dos autores
citados, pois desconhecem o contexto histórico e diversos fatores que
desencadearam a criação de obras conhecidas como: “Memórias de um sargento de
milícias”, “Dom Casmurro” ou uma bem recente, “Leite Derramado” obviamente de
Chico Buarque.
O jovem chegou ao mundo com uma
visão própria, pensa, age e mensura suas próprias prioridades, que hoje podem
ser; - fazer vários amigos no facebook, criar vários vídeos com o intuito de
atingir determinado público alienado e desprovido de cultura e senso crítico,
ou até mesmo ouvir músicas com termos que seriam repugnados em tempos remotos
-.
Desta forma, esta nova geração
desconhece os problemas que pode ter futuramente em fase mais madura, não
expressa de forma adequada e coerente seu pensamento em redações, pois
simplesmente abandonou os livros que foram primordiais para educação das gerações
anteriores.
(Alexandre Alves Porfirio Vieira)