domingo, 15 de setembro de 2013

A ARTE DE ESCREVER


Escrever é a arte de converter!
Transformar pensamentos em códigos,
Esvaziar um encéfalo sólido,
Transbordar com prazer o saber.

Sempre fui um fiel escritor,
Mas perdi por um tempo o prazer,
Sempre fui um fiel sonhador,
Mas perdi por um tempo o escrever.

A palavra dá vida ao sonho,
É o grito da pessoa contida,
A palavra dá vida ao tristonho,
É o grito da pessoa na escrita.

Escrever estes versos é romper,
Sem querer indagar o passado,
Escrever estes versos é viver,
Sem querer indagar o fracasso.

É por isso que quero voltar,
Essa arte não pode morrer,
É por isso que quero moldar,
Essa arte que é escrever.

(Alexandre Alves Porfirio Vieira)

A LEITURA ESTÁ PRÓXIMA DA EXTINÇÃO?


Conforme os anos vão passando, novas tecnologias ganham espaço e tornam-se importantes para a comunicação, inclusão e expressão. Muito é dito de forma parcialmente alienada que finalmente chegou o progresso; - de fato chegou -, mas trouxe consigo regressos por consequência.
Os livros aos poucos vão sendo abandonados e parando em sebos, são jogados fora ou conservados por quem mantém esse raro prazer em ler e entender o que é lido. O texto ganha novo formato, pode ser lido em PDF, parar em um TABLET ou compartilhado por Bluetooth para um celular que antigamente só tinha a finalidade de efetuar ligações e olhe lá!
Mas que progresso é esse?
Será que tal progresso apenas pode ser visto de forma positiva ou deve ser analisado minuciosamente, pelo fato de trazer consequências como a extinção do livro?
Os jovens argumentam de forma oral e apenas registram suas opiniões com seu próprio vocabulário em redes sociais, todavia, apenas vivenciam seu contexto próprio, definitivamente não sentem curiosidade e tampouco aptidão de pesquisar a origem das próprias tecnologias que facilitam suas próprias vidas. Vindo desta conduta, seria improvável que tivessem entusiasmo em saber quem foi, por exemplo, "Manuel Antônio de Almeida", "Machado de Assis" ou até mais recentemente, "Chico Buarque de Hollanda", certamente por desprovido interesse, não compreenderiam o vocabulário nem o sentido da obra dos autores citados, pois desconhecem o contexto histórico e diversos fatores que desencadearam a criação de obras conhecidas como: “Memórias de um sargento de milícias”, “Dom Casmurro” ou uma bem recente, “Leite Derramado” obviamente de Chico Buarque.
O jovem chegou ao mundo com uma visão própria, pensa, age e mensura suas próprias prioridades, que hoje podem ser; - fazer vários amigos no facebook, criar vários vídeos com o intuito de atingir determinado público alienado e desprovido de cultura e senso crítico, ou até mesmo ouvir músicas com termos que seriam repugnados em tempos remotos -.
Desta forma, esta nova geração desconhece os problemas que pode ter futuramente em fase mais madura, não expressa de forma adequada e coerente seu pensamento em redações, pois simplesmente abandonou os livros que foram primordiais para educação das gerações anteriores.

(Alexandre Alves Porfirio Vieira)


FALSA INDEPENDÊNCIA


             Muitos consideram a colonização um período apenas de exploração – realmente foi -, mas podemos extrair um marco crucial para nossa formação. No início do século XIX, com a vinda da corte portuguesa e a chegada de D. João VI ao Brasil, que fugia de Portugal sob ameaça de invasão francesa de Napoleão Bonaparte, tivemos talvez nesse momento, nossa primeira importação de costumes estrangeiros de nossos antigos colonizadores portugueses.
Atualmente, em pleno século XXI, muitos jovens regrediram às condutas portuguesas, claramente atualizadas à invasão da globalização, que teve início com a influência que a Inglaterra exerceu no mundo - hoje industrializado -, e atualmente a influência que os Estados Unidos da América, exerce no mundo.
Os jovens, que unidos poderiam lutar contra a hegemonia das superpotências, em sua esmagadora maioria, desconhecem a história do próprio país, e formam uma nova e grande geração alienada às influências estrangeiras, com sua injeção tecnológica e ideológica, onde estes se encontram tão dependentes de toda essa “pandemia”, que não passam um dia sem agir como as superpotências querem.
Os jovens não precisam isolar-se completamente das tecnologias que podem ser benéficas em limitadas circunstâncias, mas devem ter um momento para estudar e lutar contra esta hegemonia que tenta persuadí-los e torná-los objetos do mercado mundial.

(Alexandre Alves Porfirio Vieira)