sábado, 17 de maio de 2014

PARADOXO

Gosto do ácido por encher-me de doçura,
Gosto do escuro tão claro, sem amargura.
O amor é um condor, mas desperta-me horror.
O horror é o amor, pois desperta-me dor.

Apaixonar-se é tão belo, mas um belo efêmero,
Apaixonar-se é sincero, mas um sincero tormento,
O turbilhão de alucinações, tão convictas e lúcidas
O turbilhão de ilusões, tão reais, tão estúpidas.

Alexandre Alves Porfirio Vieira. 17/05/2014

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