sábado, 17 de maio de 2014

O HOMEM ASNO

A vontade de mostrar-se,
Enfatiza dor e fugacidade,
Eufemismos, adjetivos,
Só escondem seu achismo.

Glorifica o seu grupo, pseudo-intelectual,
Pensa ser um homem cético, mas esconde o imoral.
Sócrates disse: "Só sei que nada sei".
Você em claros gestos, determina-se o rei.

Eu me vejo o ser mais burro,
Nunca penso em ser tão útil,
Reflexivo, não esdrúxulo,
Isolar-me é ter escudo.

Você é tão egocêntrico,
Imaterializado, alegórico,
É tão áspero e limitado,
Que no mundo é imitado.

Alexandre Alves Porfirio Vieira - 17/05/2014

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