Um homem como todos os outros,
Alegre, porém tenebroso,
Sempre quis progresso, mas não foi ninguém,
E sua família não quis o seu bem.
Sonhou tanto, tanto sonhou...
Que de tanto sonhar, nada encontrou...
Queria apenas, ganhar mais dinheiro,
Queria deixar, de ser faxineiro.
Quando garoto dizia: - Vou ser Doutor!
Não pôde estudar, Doutor não virou,
Não teve apoio, de sua família,
Não teve recursos, ele só sofria.
Trabalhava muito, mas ganhava pouco,
Uma vida sofrida, cheia de desgosto,
Às vezes refletia, queria se matar,
Mas perdia a coragem, começava a chorar.
O homem está velho, está frágil e cansado,
Trabalhar não dá, está desgastado,
O dinheiro é pouco, maior é o desgosto,
De um velho largado, sem nenhum conforto.
Uma vida miserável, muito trabalho exercido,
Um homem maltratado, um pobre excluído,
Não teve progresso, ao menos cresceu,
E foi na miséria, que ele morreu.
Tudo isso era um sonho, e o jovem acordou,
E muito assustado, para mãe contou,
Sua mãe abismada tornou a falar,
Filho nunca pense em deixar de estudar!
( Alexandre Alves Porfírio Vieira) - Criado em 2010 -
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