domingo, 22 de junho de 2014

EFEMERIDADE

Os dias passam,
Os risos passam,
O sofrimento passa,
O desalento passa,
Passam as oportunidades,
Passam sem percebermos,
Nada de lamento,
Nada de tormento,
Nada de disfarce,
Nada de nada!
Os anos voam,
Os espertos voam,
Não voam os dispersos,
Não voam os honestos,
E tudo acaba,
E tudo mofa,
E tudo para!
E tudo da vida?
E tudo da vaidade?
E tudo da futilidade?
O sepulcro leva...

Autor: ALEXANDRE ALVES PORFIRIO VIEIRA 22/06/2014

sexta-feira, 20 de junho de 2014

DESATINADO?

Tento revoltar-me,
Desenvolver sentimentos ruins,
Tento evitar-me,
Mas me encontro sempre assim.

A vida é uma delicada rosa,
Ora é aurora, ora é efêmera,
A vida é uma desgraçada prosa,
Ora longa, ora horrenda.

Tenho horror de escrever com torpor,
Torpor esse que descreve o pavor,
Tenho horror de sentir e compor,
Torpor tenho, não quero amor.

A escuridão é o tenebroso perigo,
A escuridão é o horroroso espírito,
Tanto horror mudou com a esperança,
O sorriso inocente de uma criança...

Autor: ALEXANDRE ALVES PORFIRIO VIEIRA 20/06/2014

domingo, 8 de junho de 2014

ALMA ESTÚPIDA

O crítico alegórico,
É estúpido e falso,
Gosta de ser tão simbólico,
Mas é fruto do escárnio.

Não sou o ser mais ácido,
Nem tão crítico, apenas lúcido,
Não sou o ser mais áspero,
Nem inimigo, tampouco estúpido.

Do repúdio, tenho um brasão,
Do infortúnio, tenho alegria,
Da alegria, tenho a razão,
Da razão, tenho a empatia.

(Alexandre Alves Porfirio Vieira - 08/0/2014)