domingo, 15 de setembro de 2013

A LEITURA ESTÁ PRÓXIMA DA EXTINÇÃO?


Conforme os anos vão passando, novas tecnologias ganham espaço e tornam-se importantes para a comunicação, inclusão e expressão. Muito é dito de forma parcialmente alienada que finalmente chegou o progresso; - de fato chegou -, mas trouxe consigo regressos por consequência.
Os livros aos poucos vão sendo abandonados e parando em sebos, são jogados fora ou conservados por quem mantém esse raro prazer em ler e entender o que é lido. O texto ganha novo formato, pode ser lido em PDF, parar em um TABLET ou compartilhado por Bluetooth para um celular que antigamente só tinha a finalidade de efetuar ligações e olhe lá!
Mas que progresso é esse?
Será que tal progresso apenas pode ser visto de forma positiva ou deve ser analisado minuciosamente, pelo fato de trazer consequências como a extinção do livro?
Os jovens argumentam de forma oral e apenas registram suas opiniões com seu próprio vocabulário em redes sociais, todavia, apenas vivenciam seu contexto próprio, definitivamente não sentem curiosidade e tampouco aptidão de pesquisar a origem das próprias tecnologias que facilitam suas próprias vidas. Vindo desta conduta, seria improvável que tivessem entusiasmo em saber quem foi, por exemplo, "Manuel Antônio de Almeida", "Machado de Assis" ou até mais recentemente, "Chico Buarque de Hollanda", certamente por desprovido interesse, não compreenderiam o vocabulário nem o sentido da obra dos autores citados, pois desconhecem o contexto histórico e diversos fatores que desencadearam a criação de obras conhecidas como: “Memórias de um sargento de milícias”, “Dom Casmurro” ou uma bem recente, “Leite Derramado” obviamente de Chico Buarque.
O jovem chegou ao mundo com uma visão própria, pensa, age e mensura suas próprias prioridades, que hoje podem ser; - fazer vários amigos no facebook, criar vários vídeos com o intuito de atingir determinado público alienado e desprovido de cultura e senso crítico, ou até mesmo ouvir músicas com termos que seriam repugnados em tempos remotos -.
Desta forma, esta nova geração desconhece os problemas que pode ter futuramente em fase mais madura, não expressa de forma adequada e coerente seu pensamento em redações, pois simplesmente abandonou os livros que foram primordiais para educação das gerações anteriores.

(Alexandre Alves Porfirio Vieira)


FALSA INDEPENDÊNCIA


             Muitos consideram a colonização um período apenas de exploração – realmente foi -, mas podemos extrair um marco crucial para nossa formação. No início do século XIX, com a vinda da corte portuguesa e a chegada de D. João VI ao Brasil, que fugia de Portugal sob ameaça de invasão francesa de Napoleão Bonaparte, tivemos talvez nesse momento, nossa primeira importação de costumes estrangeiros de nossos antigos colonizadores portugueses.
Atualmente, em pleno século XXI, muitos jovens regrediram às condutas portuguesas, claramente atualizadas à invasão da globalização, que teve início com a influência que a Inglaterra exerceu no mundo - hoje industrializado -, e atualmente a influência que os Estados Unidos da América, exerce no mundo.
Os jovens, que unidos poderiam lutar contra a hegemonia das superpotências, em sua esmagadora maioria, desconhecem a história do próprio país, e formam uma nova e grande geração alienada às influências estrangeiras, com sua injeção tecnológica e ideológica, onde estes se encontram tão dependentes de toda essa “pandemia”, que não passam um dia sem agir como as superpotências querem.
Os jovens não precisam isolar-se completamente das tecnologias que podem ser benéficas em limitadas circunstâncias, mas devem ter um momento para estudar e lutar contra esta hegemonia que tenta persuadí-los e torná-los objetos do mercado mundial.

(Alexandre Alves Porfirio Vieira)

VISÃO DE UM NEGRO


 Quando os portugueses chegaram ao Brasil, deixaram alguns costumes bons, mas, em troca trouxeram conflitos que até hoje causam polêmica e revolta.
Talvez a herança mais nítida, fora o incentivo à leitura, - burgueses, na época de D. João VI no Brasil -.  Os negros foram moeda de troca para obter riquezas.  Para os portugueses era uma tarefa ínfima, os negros velhos e doentes morriam e novas “Legiões de homens negros como a noite” surgiam.
Mesmo com a “Lei Áurea”, - infelizmente -, o negro foi marginalizado, não teve acesso à saúde, educação, tampouco teve acesso à moradia digna. Hoje o governo tenta correr atrás dos prejuízos que a história não pode apagar; a maior parte da população negra desconhece seu próprio passado, sendo, contudo, passíveis de lutar por seus direitos na sociedade.  Nada apagará um passado onde “O tombadilho, que das luzernas avermelha o brilho, em sangue a se banhar”, como refere “Castro Alves” em “O Navio Negreiro”, um verdadeiro defensor dos escravos.
Hoje o que deve ser feito, é investir em educação e criar projetos que façam o negro ter acesso à sua história, de forma clara e crítica. O preconceito nunca acabará, porém, medidas como essas, podem melhorar não só a visão destes, como despertar-lhes a imensa vontade de lutar por algo, e não contentar-se com as migalhas que o governo lhes oferece, dando a entender que estes são incapacitados.

(Alexandre Alves Porfirio Vieira)

LEITURA OU EXTINÇÃO?


Existem muitos contextos que podem ser sintetizados para exemplificar um tema que anda preocupando muitos especialistas de diversas áreas em pleno século XXI. Analisando os costumes da população em plena vinda da corte portuguesa – especificamente a vinda de D. João VI -, podemos de forma linear, analisar tenebrosamente o principal costume perdido – a leitura -.
Em plena formação de uma cultura verdadeiramente brasileira – no que se refere à literatura -, com o surgimento de autores como “Gonçalves de Magalhães”, “Gonçalves Dias” , “Alvares de Azevedo”   – este da segunda geração, ou mal do século, influenciado por “Lord Byron” -, e mais avante “Castro Alves” e na prosa “José de Alencar” e “Manuel Antônio de Almeida” - conhecido como pré-realista -. Neste mesmo período histórico, a mulher cuidava de forma harmônica dos filhos, da casa, dos afazeres domésticos e ainda dedicava-se à leitura de romances – lembrando que o Romantismo pode ser considerado, a primeira literatura genuinamente brasileira -, os filhos contaminados por esta maravilhosa atmosfera, também praticavam a leitura.
Mudando o contexto histórico, em pleno século XXI, cujo qual, deveríamos, contudo, ser mais cultos, devido os avanços científicos e tecnológicos, porém, nos deparamos com uma população analfabeta, mas não por falta de ensino, e sim por falta de leitura e uso excessivo e indevido das redes sociais.
            Devemos aprender com a população que começou a crescer em hábitos de leitura, – como diria “Manuel Antônio de Almeida” no livro “Memórias de um sargento de milícias” Era no tempo do rei -, o mais rico costume que os filhos herdavam dos pais era, sobretudo, a leitura de forma harmoniosa. Hoje, em contrapartida, todo esse contexto histórico foi abolido, onde os pais perderam a conexão com seus filhos, tornando-se estranhos para estes, que preferem manter-se conectados ao Facebook.

(Alexandre Alves Porfirio Vieira)