domingo, 15 de setembro de 2013

LEITURA OU EXTINÇÃO?


Existem muitos contextos que podem ser sintetizados para exemplificar um tema que anda preocupando muitos especialistas de diversas áreas em pleno século XXI. Analisando os costumes da população em plena vinda da corte portuguesa – especificamente a vinda de D. João VI -, podemos de forma linear, analisar tenebrosamente o principal costume perdido – a leitura -.
Em plena formação de uma cultura verdadeiramente brasileira – no que se refere à literatura -, com o surgimento de autores como “Gonçalves de Magalhães”, “Gonçalves Dias” , “Alvares de Azevedo”   – este da segunda geração, ou mal do século, influenciado por “Lord Byron” -, e mais avante “Castro Alves” e na prosa “José de Alencar” e “Manuel Antônio de Almeida” - conhecido como pré-realista -. Neste mesmo período histórico, a mulher cuidava de forma harmônica dos filhos, da casa, dos afazeres domésticos e ainda dedicava-se à leitura de romances – lembrando que o Romantismo pode ser considerado, a primeira literatura genuinamente brasileira -, os filhos contaminados por esta maravilhosa atmosfera, também praticavam a leitura.
Mudando o contexto histórico, em pleno século XXI, cujo qual, deveríamos, contudo, ser mais cultos, devido os avanços científicos e tecnológicos, porém, nos deparamos com uma população analfabeta, mas não por falta de ensino, e sim por falta de leitura e uso excessivo e indevido das redes sociais.
            Devemos aprender com a população que começou a crescer em hábitos de leitura, – como diria “Manuel Antônio de Almeida” no livro “Memórias de um sargento de milícias” Era no tempo do rei -, o mais rico costume que os filhos herdavam dos pais era, sobretudo, a leitura de forma harmoniosa. Hoje, em contrapartida, todo esse contexto histórico foi abolido, onde os pais perderam a conexão com seus filhos, tornando-se estranhos para estes, que preferem manter-se conectados ao Facebook.

(Alexandre Alves Porfirio Vieira)

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