Quando os portugueses chegaram ao
Brasil, deixaram alguns costumes bons, mas, em troca trouxeram conflitos que
até hoje causam polêmica e revolta.
Talvez a herança mais nítida,
fora o incentivo à leitura, - burgueses, na época de D. João VI no Brasil
-. Os negros foram moeda de troca para
obter riquezas. Para os portugueses era
uma tarefa ínfima, os negros velhos e doentes morriam e novas “Legiões de
homens negros como a noite” surgiam.
Mesmo com a “Lei Áurea”, - infelizmente
-, o negro foi marginalizado, não teve acesso à saúde, educação, tampouco teve
acesso à moradia digna. Hoje o governo tenta correr atrás dos prejuízos que a
história não pode apagar; a maior parte da população negra desconhece seu
próprio passado, sendo, contudo, passíveis de lutar por seus direitos na
sociedade. Nada apagará um passado onde
“O tombadilho, que das luzernas avermelha o brilho, em sangue a se banhar”,
como refere “Castro Alves” em “O Navio Negreiro”, um verdadeiro defensor dos
escravos.
Hoje o que deve ser feito, é
investir em educação e criar projetos que façam o negro ter acesso à sua
história, de forma clara e crítica. O preconceito nunca acabará, porém, medidas
como essas, podem melhorar não só a visão destes, como despertar-lhes a imensa
vontade de lutar por algo, e não contentar-se com as migalhas que o governo
lhes oferece, dando a entender que estes são incapacitados.
(Alexandre Alves Porfirio Vieira)
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