domingo, 15 de setembro de 2013

VISÃO DE UM NEGRO


 Quando os portugueses chegaram ao Brasil, deixaram alguns costumes bons, mas, em troca trouxeram conflitos que até hoje causam polêmica e revolta.
Talvez a herança mais nítida, fora o incentivo à leitura, - burgueses, na época de D. João VI no Brasil -.  Os negros foram moeda de troca para obter riquezas.  Para os portugueses era uma tarefa ínfima, os negros velhos e doentes morriam e novas “Legiões de homens negros como a noite” surgiam.
Mesmo com a “Lei Áurea”, - infelizmente -, o negro foi marginalizado, não teve acesso à saúde, educação, tampouco teve acesso à moradia digna. Hoje o governo tenta correr atrás dos prejuízos que a história não pode apagar; a maior parte da população negra desconhece seu próprio passado, sendo, contudo, passíveis de lutar por seus direitos na sociedade.  Nada apagará um passado onde “O tombadilho, que das luzernas avermelha o brilho, em sangue a se banhar”, como refere “Castro Alves” em “O Navio Negreiro”, um verdadeiro defensor dos escravos.
Hoje o que deve ser feito, é investir em educação e criar projetos que façam o negro ter acesso à sua história, de forma clara e crítica. O preconceito nunca acabará, porém, medidas como essas, podem melhorar não só a visão destes, como despertar-lhes a imensa vontade de lutar por algo, e não contentar-se com as migalhas que o governo lhes oferece, dando a entender que estes são incapacitados.

(Alexandre Alves Porfirio Vieira)

LEITURA OU EXTINÇÃO?


Existem muitos contextos que podem ser sintetizados para exemplificar um tema que anda preocupando muitos especialistas de diversas áreas em pleno século XXI. Analisando os costumes da população em plena vinda da corte portuguesa – especificamente a vinda de D. João VI -, podemos de forma linear, analisar tenebrosamente o principal costume perdido – a leitura -.
Em plena formação de uma cultura verdadeiramente brasileira – no que se refere à literatura -, com o surgimento de autores como “Gonçalves de Magalhães”, “Gonçalves Dias” , “Alvares de Azevedo”   – este da segunda geração, ou mal do século, influenciado por “Lord Byron” -, e mais avante “Castro Alves” e na prosa “José de Alencar” e “Manuel Antônio de Almeida” - conhecido como pré-realista -. Neste mesmo período histórico, a mulher cuidava de forma harmônica dos filhos, da casa, dos afazeres domésticos e ainda dedicava-se à leitura de romances – lembrando que o Romantismo pode ser considerado, a primeira literatura genuinamente brasileira -, os filhos contaminados por esta maravilhosa atmosfera, também praticavam a leitura.
Mudando o contexto histórico, em pleno século XXI, cujo qual, deveríamos, contudo, ser mais cultos, devido os avanços científicos e tecnológicos, porém, nos deparamos com uma população analfabeta, mas não por falta de ensino, e sim por falta de leitura e uso excessivo e indevido das redes sociais.
            Devemos aprender com a população que começou a crescer em hábitos de leitura, – como diria “Manuel Antônio de Almeida” no livro “Memórias de um sargento de milícias” Era no tempo do rei -, o mais rico costume que os filhos herdavam dos pais era, sobretudo, a leitura de forma harmoniosa. Hoje, em contrapartida, todo esse contexto histórico foi abolido, onde os pais perderam a conexão com seus filhos, tornando-se estranhos para estes, que preferem manter-se conectados ao Facebook.

(Alexandre Alves Porfirio Vieira)

OLHOS FECHADOS

Vocês enxergam?
Tudo está sumindo,
O amor está morrendo...
E como sempre o homem cego,
Com a natureza está mexendo,
Os desastres acontecem,
E o clima vai mudando...
E como sempre acontece,
O nosso tempo se esgotando!
Gerações estão nascendo,
E o homem não se importa,
A natureza está morrendo...
Ou a natureza já está morta?

(Alexandre Alves Porfirio Vieira)

O PESADELO


Um homem como todos os outros,
Alegre, porém tenebroso,
Sempre quis progresso, mas não foi ninguém,
E sua família não quis o seu bem.

Sonhou tanto, tanto sonhou...
Que de tanto sonhar, nada encontrou...
Queria apenas, ganhar mais dinheiro,
Queria deixar, de ser faxineiro.

Quando garoto dizia: - Vou ser Doutor!
Não pôde estudar, Doutor não virou,
Não teve apoio, de sua família,
Não teve recursos, ele só sofria.

Trabalhava muito, mas ganhava pouco,
Uma vida sofrida, cheia de desgosto,
Às vezes refletia, queria se matar,
Mas perdia a coragem, começava a chorar.

O homem está velho, está frágil e cansado,
Trabalhar não dá, está desgastado,
O dinheiro é pouco, maior é o desgosto,
De um velho largado, sem nenhum conforto.

Uma vida miserável, muito trabalho exercido,
Um homem maltratado, um pobre excluído,
Não teve progresso, ao menos cresceu,
E foi na miséria, que ele morreu.

Tudo isso era um sonho, e o jovem acordou,
E muito assustado, para mãe contou,
Sua mãe abismada tornou a falar,
Filho nunca pense em deixar de estudar!


( Alexandre Alves Porfírio Vieira) - Criado em 2010 -
    

SENTIMENTO DE UM VESTIBULANDO DE MEDICINA

Muito é dito sobre minha pessoa...
- Ora, esse seu filho Dona Sônia, não faz nada, não quer saber de trabalhar, ao menos consegue passar no vestibular, minha filha conseguiu uma bolsa de Rh, está fazendo faculdade de graça. [...]
Pois bem, eu tenho alguns fiéis amigos que já estão em busca de Medicina há um bom tempo, e mesmo diante das reprovações não desistem, isso os torna cada vez mais fortes!
Muitas pessoas acabam julgando de forma equivocada a aprovação em Medicina, pensando ser fácil passar no vestibular mais concorrido do Brasil, mas poucos enfrentam os obstáculos que levam até a Medicina!
Poucos são aqueles que após dois ou mais anos, vendo o nome fora da lista de aprovados da Fuvest ou não conseguindo a sonhada aprovação em uma federal pelo Sisu, ou em qualquer outro vestibular continuam lutando,- eu estou entre estes poucos que continuam lutando mesmo após a reprovação -.
Acontece que grande parte dos estudantes, cientes de que o caminho para esta conquista pode ser longo, difícil e com muitos momentos de angústia, tristeza, incertezas e obstáculos; diante destes pontos em conjunto com as subsequentes críticas e a pressão que os familiares fazem, acabam entrando em qualquer faculdade para tirar o "peso" das costas.
Poucos são os que resistem às barreiras do tempo e dos fracassos, mas estes são os que verdadeiramente querem ser médicos, e chegarão lá!
Algo que li em algum lugar em outras palavras, se resume nisso: "Quem quer ser Médico, sabendo que terá que lidar com a vida das pessoas, e com a perda delas também, não pode se abalar com uma coisa tão pequena como não passar no Vestibular..."
Diante disso, me mantenho intacto e sobretudo certo de que conseguirei esta aprovação, independente do tempo que levarei para isso.

(Alexandre Alves Porfirio Vieira)

sexta-feira, 15 de julho de 2011

SENTIMENTO

Essas linhas que acomodam tão feia letra,
São testemunhas diárias do vazio que me atormenta,
Recordações tentam prender meu coração,
Coração esse que foi pungido sem pretensão.

Será que novamente deveria me arriscar?
Quem sabe arriscando-me reaprenderia a amar,
Porém me acostumei com a solidão,
Amar novamente ou entrar num abismo; ó indecisão!

O melhor, contudo, será esperar,
Ver se alguém consegue em mim, despertar a vontade de amar,
Meu coração está contido e minha vida sensata, sem emoção,
De fato; estou conformado com a solidão.




Escritor: Alexandre Alves P. Vieira
Criado em: 15/07/2011 às 19:00

domingo, 15 de maio de 2011

POUCAS PALAVRAS


A vida está passando,
Os sonhos vão aumentando,
Novas pessoas aparecendo,
E ao mesmo tempo vou às perdendo.

Será que hei de conseguir triunfar?
Será que de tanto vale me esforçar?
Triunfar eis a questão!
Nem que para isso tenha que viver na solidão!

Não mais sei se posso chamar-me de ser vivo,
Ou uma máquina fria; serei eu meu próprio inimigo?
Há tanto tempo não sei o que é viver,
Mas a vida há de me guiar, e vencedor vou ser!


Autoria: Alexandre Alves P. Vieira

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

LEMBRANÇAS DE UM GRANDE AMOR

Tanto tempo já passou,
Tantas pessoas já passaram por minha vida,
Queria tanto voltar a viver tudo aquilo,
Acordar e ver-me completo contigo.

Apenas lembranças restaram de um intenso amor,
Agora apenas lembranças misturam-se com dor,
Hoje, que tudo se passou,
Vejo o quão era grande por ti meu amor,
Mas infelizmente não posso ter-te novamente.

Mudei tanto com você, aprendi a ser feliz,
Hoje, apenas escuto nossas melodias,
Pois me dão a sensação de estar contigo,
Muitas garotas eu beijei, apenas por beijar,
Mas o beijo mais puro foi o que lhe dei.

Nunca tive tanto carinho como o seu,
Um amor puro, que me fazia esquecer todo o mal que me acontecia,
Eu, quando contigo, de fato sabia o significado de felicidade,
Hoje, vivo apenas para os estudos,
Pois a única vez que amei, perdi tudo,
Só me resta estudar, pois hoje só isso me restou para amar.

Alexandre Alves Porfirio Vieira

LINHAS DE ILUSÃO

Machuquei tanta gente,
Mudei tanto, mas como sempre,
Tudo foi apenas perda de tempo,
Quando penso que está tudo bem,
Do nada tudo se desaba,

Queria tanto saber por que sempre foi assim,
Por mais que eu me apaixone,
Por mais que eu diga que é o fim,
Sempre aparece alguém,
E acaba levando mais uma parte de mim,

Dói tanto ter um vazio em si,
Amar e não ser correspondido,
Tudo que falo, faço, ou penso,
Tem um pouco de você,
Como sempre; devo aprender a levar a vida!

Seria tão bom que o fim estivesse perto,
Acabar de vez com essa dor em meu peito,
Largar tudo, deixar de existir,
Dói demais te amar e ser tratado assim.



Nome: Alexandre Alves Porfírio Vieira